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Rolhas recolhidas
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Árvores plantadas

Da cortiça à rolha

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Depois de colhida e cortada em forma de pranchas, vários passos são tomados até se iniciar o processamento da cortiça. Primeiro as pranchas precisam de ser transportadas até um estaleiro onde são colocadas a descansar em pilhas pousadas em cimento cerca de 6 meses. A própria construção das pilhas é uma arte, neste momento é feita a escolha das pranchas que ficam no centro, dos lados ou em cima. Durante este tempo o teor em humidade uniformiza-se e é reduzida a contaminação microbiana. A cortiça mais recente tem uma cor mais viva e a que está em estágio há mais tempo tem um tom acizentado. Depois do período de repouso os trabalhadores com umas mãos muito bem treinadas separam a cortiça de acordo com a sua qualidade, o que vai ser fulcral para o destino que lhes segue. No passo seguinte a cortiça é transportada até à fábrica onde é fervidas em água aquecida a 95ºC até estar esterilizada. Depois do banho, mais alguns dias de descanso e é feito o controlo de qualidade de cada prancha. A análise da dimensão, da porosidade e da humidade é feita por leitura óptica. Nas pranchas com a qualidade pretendida são retiradas as rolhas naturais de primeira qualidade, através de perfurações com forma cilíndrica feitas por uma broca. Este processo tanto pode ser manual como semiautomático. Das pranchas mais finas retiram-se discos que são usados em rolhas técnicas ou outros materiais. Por fim, um processo manual retira peças defeituosas. A cortiça que não é usada nestas rolhas é triturada para ser utilizada em rolhas ou produtos feitos a partir da cortiça granulada. Dos cerca de 45 quilos de cortiça retirada de cada sobreiro são feitas cerca de 1.400 rolhas naturais e da cortiça granulada ainda podem ser feitas mais rolhas ou outros produtos.